segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Dia catorze - Nothing Hill Carnival! Day fourteen - Nothing Hill Carnival!

Hoje foi dia de Nothing Hill!! Para quem viu o filme “Um Lugar Chamado Nothing Hill”, que tinha como ator principal Hugh Grant, que era dono de uma livraria em Londres e Julia Roberts, uma famosa atriz americana, vai poder revisitar alguns locais onde foi filmado o mesmo, inclusive a famosa porta azul, n.º 280.
Mas antes de Nothing Hill temos o Palácio de Kensington, residência Real de Kate Middleton, William e dos dois filhos. Um palácio estranhamente "livre", sem a segurança de grades nem polícias. Facilmente se chega à porta, onde a entrada é feita com bilhete pré-comprado, caso contrário não garantem a entrada. Nós não entrámos. A zona em que a Realeza realmente reside, é na parte de trás da fachada que os comuns dos mortais têm acesso. Os jardins são realmente bonitos e o lago em frente, fez as delícias dos visitantes, pois esteve um autêntico dia de verão, com direito a banhos de sol em roupa interior (para os mais desinibidos). Ainda dentro dos Jardins Reais existe uma casa de chá com o nome de Orange Restaurant, elegância, bom gosto e requinte podem ser adjetivos para a classificar.
Em frente do Palácio existe uma estátua da Rainha Vitória.
Kensington Gardens
Kensington Gardens
Kensington Gardens
Kensington Gardens
Lago em frente ao Palácio
Lago em frente ao Palácio
Lago em frente ao Palácio
Jardins e Palácio ao fundo
Palácio de Kensington
Palácio de Kensington
Tea House
Estátua da Rainha Vitória
N.º 280
Depois da realeza, fomos para a loucura do Nothing Hill Carnival. Quisemos fazer duas coisas em uma e foi uma tarefa quase impossível. Queríamos visitar Nothing Hill por ser um dos bairros mais bonitos de Londres, mas este fim-de-semana foi o Nothing Hill Carnival, que atrai cerca de 1 milhão de pessoas nos 3 dias de festa.  Claro que queríamos ir aos pontos principais do filme “Um Lugar Chamado Nothing Hill” mas algumas ruas estavam fechadas e havia tanta gente na rua que por vezes era quase impossível andar. Conseguimos ir à famosa porta azul n.º 280, onde o Hugh Grant sai à porta e é “metralhado” com os flashes dos paparazzi que andam atrás da famosa Julia Roberts.  Passámos pela Portobello Road, lugar de acção de algumas cenas do filme e armei-me também em paparazzi com as casas de Nothing Hill, que são simplesmente lindas, todas arrumadinhas, todas bonitinhas, com os seus residentes à janela a ver passar os pobres, mas também havia casas, em que nos jardins, os seu “ricos” residentes vendiam bebidas, comidas e idas à casa de banho. Para comparação e para que percebam a dimensão deste Carnival, é como se andassem no 13 de junho, no Santo António em Lisboa.
Portobello Road
Casas de Nothing Hill
Casas de Nothing Hill
Casas de Nothing Hill
Casas de Nothing Hill
Casas de Nothing Hill

A expressão Carnival não significa bem o nosso Carnaval. Eles não andavam mascarados (no termo que conhecemos) e não se via gente mascarada fora da linha do desfile. Pelo menos no desfile de hoje, porque ontem houve outro desfile (não sei de que tipo) e amanhã para terminar, haverá mais um. O de hoje era constituído por vários grupos de diferentes países, cada um com um camião que que lançava a música referente ao seu país para delírio das pessoas que desfilavam e das pessoas que assistiam. Quem desfilava vestia-se de acordo com o seu país ou com um tema. A cada esquina tínhamos um palco com todo o tipo de música: reggae, espanhola, jamaicana,etc. Interessante não ouvirmos música brasileira. 


Vamos ver se conseguem ver os filmes, é a primeira vez que vou experimentar publicar filmes.



Ainda conseguimos ir ao Portobello Market, que hoje não estava a funcionar a 100% como o Mercado de Portobello, devido à passagem do Carnival, apenas havia na rua barracas de comida e não as normais lojas de antiguidades, frutas, roupa, etc.
Já cansados de tanta música, dança, cheiros, sabores e de tanto sol (porque o sol também cansa), apanhamos o OverGround para Camden Road.
Em Camden Road existe outro dos mercados mais famosos de Londres o Camden  Stables Market (https://www.camdenmarket.com/) instalado nos antigos estábulos de uma companhia ferroviária, é o maior da região, com quase 500 lojas. Além das lojas de roupas e acessórios, que funcionam nas antigas cocheiras, há uma grande variedade de stands de comidas de todo o mundo que nos fazem viajar entre países desde Espanha, Jamaica, Indonésia, Chinesa, etc. 
Este mercado tem literalmente de tudo e até assusta um bocadinho andar na parte de baixo porque é tipo labirinto. São centenas de oficinas e estúdios de designers, stands, lojas, cafés, restaurantes e bares, roupas e acessórios alternativos, vintage ou de estilistas locais, antiguidades, móveis, bugigangas em geral, discos e CD, jóias, souvenirs, artesanato além das lojas de tatuagem e piercing.
Com o calor que estava, não conseguimos regressar, sem antes beber uma cervejinha, ainda no mercado.






Ufaaa que diaaaaa!! Bem organizado e aproveitado! Conseguimos fazer tudo o que foi planeado e ainda mais, porque o mercado de Camden, não estava nos planos!
Falo no plural, porque hoje tive a companhia de um “amigo do couchsurfing” que vive por aqui à 5 anos.
Couchsurfing é um conceito muito interessante, conhecem? Se conhecem digam-me a vossa opinião sobre o conceito, se não conhecem posso explicar! Boa semanaaaaa!!! 




domingo, 27 de agosto de 2017

Dia treze - Richmond I! Day thirteen - Richmond I!

Enquanto há sol temos que estar “OUTSIDE”. 🌞🌞🌞🌞
Aplica-se a qualquer país no Mundo, neste especialmente porque daqui a muito pouco tempo o sol vai ser escasso, portanto, como esteve um dia super agradável, fui conhecer a cidade que me acolhe – Richmond, Surrey.
Antes de vir para cá, fiz alguns contactos e falei com algumas pessoas que só me disseram bem desta cidade. Principalmente que era uma cidade de estatuto médio/alto. Aqui em casa, pertencem sem dúvida a esse estatuto, mas em relação à cidade ainda não tinha sentido isso, até hoje! 
Peguei na mochila abastecida mesmo à tuga: água, sandochas, chocolate, batatas fritas e vamos lá à descoberta. Costumo levar as meninas ao parque sempre pelo mesmo caminho, pois foi o indicado superiormente e eu cumpro ordens, mas hoje quem mandava era eu e, como é óbvio, direcionei-me para o lado oposto ao habitual.
O objetivo era chegar ao Rio Tamisa, que passa por aqui antes de chegar à Capital. Mediante o mapa que tinha, demorava cerca de 15 minutos a atingir o objetivo, mas não consegui cumprir porque o percurso levou-me a parar várias vezes para registar diversas situações e locais. 
Depois de passar a minha rua, dou de caras com a rua vizinha e não resisti em fotografar. Reparem na categoria dos carros estacionados!!! Ainda não vi um carrito igual ao meu… só para matar saudades! Descapotáveis é vê-los a passar!!!!
Continuei rua abaixo e registei algumas casas que fui passando, achei-as realmente bonitas, com um estilo muito próprio e são maioritariamente assim:

A cidade é realmente bonita e apetece andar por aqui (porque só cá estou à 2 semanas 😊), mas como vou ter um ano para a descobrir, hoje resolvi fazer um passeio nas calmas, assimilando os pormenores e não muito longo, só mesmo para relaxar depois de uma semana recheada de aprendizagens e também do stress de tentar acordar uma cachopa de 7 anos que, ainda teima em não querer se levantar quando sou eu a acordá-la 😊 até tem piada, mas quando temos atividades e horas para cumprir...chega a ser stressante!!!! 😥 Não pensem que é só boa vida! 😊
Deixo algumas imagens do centro da cidade. O Richmond Park, onde as pessoas correm, andam de bike ou simplesmente fazem piqueniques.
Rua da cidade
Richmond Park atrás
Uma das ruas principais
Rua de Bares
Richmond Park
Rua de cafés
Avenida do Parque
Fachada de um café

Dei de caras com um Mercado, imaginam de quê? COMIDAAAAAA!!!! 😜Muito giro, tipo uma feira em que cada banca mostra a sua especialidade. Imaginem que até tinha uma barraca com Sabores Portugueses, onde não faltava a Bola de Berlim e o Pastel de Nata. Não comprei, mas já sei onde estão, pois a feira acontece todos os sábados. Ainda deu para falar português com a senhora, é sempre bom ouvir e falar a nossa língua, porque falar inglês 24h por dia ainda é muito cansativo. 






Depois do Mercado chego ao Rio Tamisa, um pouco mais poluído do que eu esperava, mas não me surpreendeu muito porque já em Londres o Rio é castanho e aqui continua castanho. Local super turístico com pessoas sentadas na relva a assimilar a vitamina D, muitas bikes, barcos de passeio, muitas carrinhas de gelados (que trabalham muito pouco por aqui), muita gente a fazer exercício e muita gente à procura de uma sombra para fazer piquenique. Eu encontrei a minha e tive a companhia deste pombo, que não me largou enquanto não devorou todas as migalhas à minha volta.
Richmond I – Está completo, terei mais dias para a descobrir. Espero que estejam dias tão bons como o de hoje, senão terá que ser Richmond by Rain, que também será interessante! 😏 
Não importa a meteorologia, importa o nosso estado de espírito!! 



sábado, 26 de agosto de 2017

Dia doze - Festa da Comida! Day Twelve - Food Party!

Isto está a tornar-se sério… espero que esta brincadeira de demonstrações de comida, acabe rápido, caso contrário vou ter um regresso a casa mais caro e mais redondo, pois vou ter que comprar 2 bilhetes de avião… não vou caber apenas num banco!!!!! 😓
Na noite de sexta-feira, houve Food Party. Convidaram uns amigos e cada um trouxe um prato, uma sobremesa, ou uma salada. Exatamente como costumamos fazer por aí. O pior daqui é que, enquanto usufruía do jantar, tinha que tomar conta de 6 crianças. As instruções eram bem claras: as crianças não devem sair da cozinha, de forma a deixarem os adultos conversarem no Lounge (na minha casa Lounge = Sala). Para que as crianças permanecessem na cozinha havia coisas tipo sumo, batatas fritas, maltesers, uvas e cupcakes (coisas que raramente comem). Também a televisão estava no canal da bonecada, portanto, o meu trabalho de os manter na cozinha não foi difícil. O difícil foi resistir à comida de adultos que também estava na cozinha, porque o jantar era tipo buffet. Enquanto ia comendo ia espreitando os "piquenos", claro que não me sentei no Lounge com os amigos dos patrões a confraternizar e a beber um belo copo de vinho, mas tinha sempre alguém na cozinha interessado no meu porquê em estar ali e sobre Portugal.
Mas falando no que realmente importa… começamos pela entrada. Gostava muito de vos dizer o que continha, mas não me senti à-vontade para perguntar com toda aquela gente na cozinha... ainda pensavam: “mas que campónia é esta que parece que nunca viu comida?” (e é exatamente assim que me sinto 😋).
Limitei-me a comer e a tentar descobrir. Detetei no fundo da tigela um tipo de chamuça, coberta com um molho com grão, iogurte por cima e salsa picada. Só com isto fiquei cheia e ainda havia tanto para provar.
Na mesa estava Paneer (um queijo indiano fabuloso, procurem no tio Google e vejam o bom aspeto) cozinhado não sei como, apenas vos posso deixar a imagem, e apesar do aspeto não ser muito atrativo, garanto que o sabor era soberbo.
O arroz era de uma amiga Marroquina, portanto este arroz tinha especiarias, vegetais e temperos marroquinos.
Não podia faltar o iogurte, desta vez alguém fez mesmo o iogurte e misturou uma textura que não consegui identificar.
Será Chamuça?
Paneer
Arroz Marroquino
Iogurte caseiro
Galinha com qualquer coisa e uma salada normal para acompanhar.
Galinha
Salada

O mais interessante foi a maneira de comer tudo. Usamos estes pratos com divisões e é só ir enchendo com o que queremos e voltar para repetir caso não se sintam satisfeitos.




Sobremesa
Para a sobremesa um bolo com uma textura estranha, demasiado estranha porque não sabia mesmo o que estava a comer, demasiado doce com um molho XXLdoce. Posso dizer que se comia bem, caso não tivesse comido 5kg de comida na hora antes. Fiquei tipo...final do copo-de-água de um casamento!!! De tal forma, que nem consegui tomar o pequeno-almoço do outro dia.
Só por curiosidade: comi carne! Não porque me apetecia, mas porque queria provar um bocadinho da receita da galinha... mas o queijo Paneer… Venceu!!!
Ahhh também havia aquele pão tipo indiano: Naan!!!