domingo, 22 de outubro de 2017

Dia sessenta e três – Sozinha nos Kew_II! Day sixty three – Alone in the Kew_II!

Como já havia referido, mais uns passos e chego ao Kings William Temple. Um espaço desprezado para aquilo que me habituaram nos Kew. Um porta aberta, paredes vandalizadas, bancos de cimento e algumas placas nas paredes. Por fora até parecia que ia ser interessante mas chegada lá dentro a única coisa interessante foi esta placa na figura abaixo a referir a Liberation Of Portugal em 1810.
Mais uns bons metros e chego ao Lago cheio de vida: aves, patos, peixes, rãs, sapos, etc. Muitos ângulos para fotografias.

A passagem da ponte leva-me para o Caminho de Bambu e neste caminho o sol espreita tímido, para logo se esconder. Estavam a decorrer vários workshops em diferentes tendas, desde ioga, trabalhar com bambu, etc.
Por último chego ao Woodland Walk, um caminho de madeira que nos vai dando a experiência de ver vários sinais, sons e cheiros num ambiente sem danos para os frágeis habitats que vamos percorrendo.

Hora de regressar a casa, fazer uma sesta e preparar-me para a looongggaaaa semana de trabalho. Longa porque as cachopas vão ter 2 semanas de férias. Chama-se o Half-Term, termo usado para uma paragem escolar. As escolas públicas têm uma semana, as privadas têm duas semanas. Para meu azar, as minhas andam numa escola privada, vão ficar em casa 2 semana… acabou-se o sossego. 😊  

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Dia sessenta e três – Sozinha nos Kew! Day sixty three – Alone in the Kew!

Finalmente consegui ir ao Kew Gardens s-o-z-i-n-h-a.
Depois do dia/noite cansativos de ontem, para hoje domingo, resolvi fazer uma coisinha soft. Troquei a selva urbana pelos Jardins de Kew e passei uma manhã rodeada de muito verde, a minha cor favorita e muita tranquilidade.
Já vos disse que este jardim é enorme. Tem 4 portas de entrada. Nas duas vezes anteriores, com as meninas entramos pela Vitoria Gate, desta vez para não ter que repetir os mesmos locais para chegar aos novos, resolvi entrar pela Lion Gate.
Às 10:00 estava a entrar nos jardins e já com fila. Neste lado do jardim há menos atracões e mais espaços para andar. Assim que se entra temos a Pagoda Tower, que está em restauração, abre na primavera de 2018. Seguindo caminho vou ter à Japonese Gateway uma espécie de réplica de um templo, onde deu para fazer experiências com a máquina fotográfica.






Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono faz cada árvore ter a sua própria cor e cada folha deslaçar-se da sua árvore para voar livremente até que alguém a apanhe ainda no ar. Deve ser uma espécie de ritual ou deve dar sorte, não sei o significado do “jogo” mas muita gente, principalmente com crianças, quando vinha uma brisa e trazia as folhas no ar, tentavam agarrar uma folha sem a mesma ter tocado no chão, quando alguém conseguia esse feito, havia grandes festejos.
Se calhar alguém por aí até me sabe explicar o porquê.  
Deixo alguma cor e espero que apanhem muitas folhas no ar (acho que deve ser coisa boa).


Depois de muitas fotos e uma longa caminhada chego à famosa TreeTop Walkaway que não passa de um caminho feito em Madeira, 18 metros acima do solo. É um percurso circular que vai passando pelo topo das árvores, de forma a podermos apreciar as árvores lá em cima e vermos como são diferentes. Também dá para apreciar a vista, apesar de, naquela manhã estar um pouco tapado.
É uma atracção acessível a cadeira de rodas, através de um elevador panorâmico. Para cima fui de escadas, para baixo vim no elevador.
O percurso faz-me bem e rápido. Se não fosse parar para as fotos, em 10 minutos a volta estava dada. É uma atracção muito bem pensada. Gostei muito!

Depois da descida panorâmica continuo a caminhada com o objetivo de chegar ao lago. Até lá vou passando por árvores, já poucas flores e arbustos. Cruzo-me com uma árvore com o nome científico de Ilex paraguariensis, mas normalmente conhecida por Erva-Mate. Esta explicação estava na legenda da árvore, não fui eu que de repente me tornei numa bióloga extraordinária. Mas, isto tudo para vos dizer que a árvore fez-me lembrar o Natal. Mas não é só a árvore que faz lembrar o Natal, já há muitas montras na cidade com decoração de Halloween e Natal ao mesmo tempo.  

Mais uns passos e chego a um templo…

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Dia sessenta e dois – A noite de Richmond! Day sixty two – Richmond by Night!


Depois da tranquila viagem de regresso com a barriga cheia de Reis e Rainhas, preparo-me para a noite.
Pela primeira vez vou sair à noite em Richmond. Mais uma vantagem do couchsurfing, que não serve só para pedir alojamento, serve também para agendar outras situações sociais. Um engenheiro de Setúbal que vive aqui ao lado de Richmond acedeu em mostrar-me a noite de Richmond que segundo ouvia dizer, era razoavelmente boa.
Mas a “noite” aqui começa às 18:00. Não, não me enganei 18:00 para nós 6pm para eles!
Esqueçam o estar em casa cheias de sono a fazer tempo para sair só à 00:00 ou à 01:00, por aqui a essa hora está tudo em casa, pois os bares/pubs fecham entre as 23:00 e a 01:00.
Eu já tinha essa noção. Mas quando ele me diz para nos encontrarmos  no Revolution Bar às 18:30, eu pensei: “Bem, eu já estou habituada a jantar cedo, tipo 19:00, mas hoje vou ter que jantar antes de sair!!” Ok, preparação e ala! Ainda não tinha estado no rio à noite e estava uma noite fabulosa, mas apesar da boa temperatura, vesti gola alta, porque aqui nunca se sabe quando chega a trovoada ou o frio de rachar.
Senti-me uma parola, assim que botei o pé dentro do bar. Começo a bufar com calor, ele tira o casaco e está em manga curta, toda a gente está de alças, vestidos de verão, calções, mangas cava e eu de gola alta!!! Foi a primeira noite, tenho desculpa, mas ainda demos umas valentes gargalhadas graças a isso.
Começamos então no Revolution Bar, de frente para o Rio às 18:30, posso dizer que às 19:00 estava a abarrotar com pessoas adultas. Não vi adolescentes na noite. 
O espaço é fabuloso, não saquei do telefone para fotografar, senão aí confirmavam mesmo a minha parolice, timidamente e sem ninguém ver, tirei fotos da mesa com os copos e fui buscar à net uma foto do bar para também conhecerem:
https://www.tripadvisor.co.uk/LocationPhotoDirectLink-g191301-
d4453079--Revolution-Richmond_upon_Thames_Greater_London_.html
Avisa-se já que toda a gente bebe uma “Pint” e se beberem menos que isso são maricas! 
Depois de um pint entornado continuamos o roteiro para o N.1 Duke St. 5 minutos de distância a caminhar. Neste bar/pub/restaurante a decoração é mais light mas o ambiente é idêntico: adulto. 
Como já imaginam eu transpirava por todos os lados e as loiraças com a carcaça toda despida, finas que nem uma alface. Mais uma vez, as fotos que tirei foi às escondidas, mas pesquisei uma para verem o espaço: 

https://www.meetup.com/pt-BR/Richmond-Ealing-Socials/events/243359305/?eventId=243359305
Ainda pensamos continuar o roteiro, mas ali estava-se muito bem, baixaram as luzes, começou um Dj muito soft e o ambiente estava mesmo bom, a conversa também, porquê mudar? 
Ali ficamos mais um tempo, mas a noite estava despachada às 22:30/23:00.
Eu depois de beber duas “pints” já estava meio azamboada 😂
Deu para ver que ainda há muito para conhecer na noite de Richmond, mas ficará para outras noites.
Amanhã tenho muito para andar! 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Dia sessenta e dois – Castelo de Windsor e Colégio Eton! Day sixty two – Windsor Castle and Eton College!

Depois da capela quero ir à famosa Queen Mary´s Doll´s House. Para entrar nesta parte do castelo, temos que enfrentar uma fila razoável, mas faz parte destes lugares, há fila para quase tudo. Quando chego à porta, reparo na sinalética de proibição de fotos. Grande treta!! Não se pode tirar foto a nada!!
A visita é feita em fila indiana em torno da casa. Começou a ser construída em 1920 e foi concluída em 1924. A casa reflete a época e muitas das peças são réplicas exatas das que estão no castelo. Deixo um link que vos mostra a casa ao pormenor. Para quem gosta de perfeitas miniaturas, tem que ver esta casa: Queen Mary´s Doll´s House. 
Dali não temos outra opção que seguir para os State Apartment - que também não se podem fotografar. Este espaço é o Castelo em si, ou seja, os aposentos reais: O quarto da rainha, o quarto do rei, o guarda fatos da rainha, o guarda fatos do rei, a sala de arte, a sala de estar, a sala de serviço, a sala de jantar, o salão do trono, enfim... quase que me senti na Guerra dos Tronos, mas mais quentinha! Tirei umas fotos da net:
https://enfilade18thc.com/2015/01/05/
exhibition-waterloo-at-windsor-1815-2015/
http://theenchantedmanor.com/wp-content/uploads/2015/05/Windsor-Castle-Queens-Ballroom.jpg
http://theenchantedmanor.com/wp-content/uploads/2015/05/Windsor-Castle-Crimson-Drawing-Room.jpg
http://theenchantedmanor.com/wp-content/uploads/2015/05/Windsor-Castle-Kings-Bedchamber.jpg
Dos aposentos reais, deslumbrada com tanta riqueza e um pouco confusa com cortinados iguais às paredes, sigo para o átrio. Vou registando fotos até à saída. Já devem ter reparado que adoro aparecer nas fotos!! 😂



Já fora do castelo, apesar de ver toda a gente a dirigir-se para a zona do Shopping e souvenirs, mudo a direção pois tinha outro objetivo em mente. Queria ir ao Eton College. Este colégio masculino é o sinónimo de elite. Por aqui passaram prémios Nobel, 19 primeiros-ministros e os tão famosos príncipes William e Harry também estudaram neste colégio. O uniforme é fraque, colete, calças de cerimónia e colarinhos brancos, ainda vi alguns vestidos a saírem, mas não tive lata de lhes apontar a máquina. É um colégio interno bastante grande e que fica a 10 minutos a pé do castelo. Tenho a certeza que os pequenos príncipes iam a pé para o Colégio! 😂 O edifício é de tijolo escuro e tem uma capela monumental do séc. XV. Não deu para entrar mas fica um pequeno registo.


Depois do Castelo e do Eton College sigo para casa, mas o dia ainda não acabou...