segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Dia sessenta e quatro até sessenta e oito – Interrupção Letiva e Diwali! Day sixty four until sixty eight – Half-Term and Diwali!

Esta foi a primeira de duas semanas de interrupção letiva, aquela que não existe em Portugal. As escolas privadas apontam duas semanas de interrupção e as escolas públicas apenas uma semana. English System...
Uma coisa que já havia reparado no início de ter cá chegado (ainda nas férias de verão das meninas), confirmou-se agora. Esta família, por ter dinheiro ou não, não deixa que as cachopas tenham um dia de relax. Ou seja, têm que ter sempre atividades: natação, ginástica, parque infantil, bicicleta, jardins, aula de piano, guitarra, brincar em casa de outras amigas, outras amigas virem cá a casa, e outras situações que a mãe vai inventando. Até eu me sinto cansada com tanta atividade e não sou eu que as faço, só as levo a fazer. Daí a semana que passou ter sido realmente cansativa! E esta que está a começar também será... ansiosa que venha a escola! 😉

Para além das férias, a semana passada foi marcada pelo DIWALI. 
Diwali é uma festa religiosa hindu, que é festejada como se fosse a nossa passagem do ano. Por vezes as celebrações levam 5 dias. Por cá foi apenas no dia 19 de outubro de 2017. Os festejos passam pela família se reunir, dividem doces e lançam fogo de artifício, daí ser também conhecido como o Festival das LuzesÉ um festival que representa o início do ano novo hindu. No dia seguinte as pessoas desejam: “Happy Diwali Day”, como nós desejamos “Feliz Ano Novo”.
Londres tem uma grande comunidade hindu e houve festas com fogos de artifício por toda a cidade.
Os festejos cá em casa passaram por fazer desenhos com comida para agradecer aos deuses, fazer uma oração junto de um dos deuses (porque eles têm muitos) e acender velas.


Também ajudei a preparar um jantar típico, que me fez lembrar a preparação do nosso bacalhau com couves. 😁 Mas não tinha nada a ver 😂. Não podia faltar as chamuças para entrada. ao centro temos um refogado de feijões, milho, amendoins, e "aquelas" coisas por cima muito crocantes. Fizemos também um arroz, com couve-flor, passas, batata, amêndoas, cebolinho e tomate para decoração.
Partilhamos a refeição em família e um delicioso bolo.
É muito interessante passar por esta experiência. 
Não tinha a mínima noção deste tipo de celebração, agora já posso dizer que já festejei o DIWALI, mesmo sem ir à Índia. 😃 
Mas hei-de lá ir!!!!



domingo, 22 de outubro de 2017

Dia sessenta e três – Sozinha nos Kew_II! Day sixty three – Alone in the Kew_II!

Como já havia referido, mais uns passos e chego ao Kings William Temple. Um espaço desprezado para aquilo que me habituaram nos Kew. Um porta aberta, paredes vandalizadas, bancos de cimento e algumas placas nas paredes. Por fora até parecia que ia ser interessante mas chegada lá dentro a única coisa interessante foi esta placa na figura abaixo a referir a Liberation Of Portugal em 1810.
Mais uns bons metros e chego ao Lago cheio de vida: aves, patos, peixes, rãs, sapos, etc. Muitos ângulos para fotografias.

A passagem da ponte leva-me para o Caminho de Bambu e neste caminho o sol espreita tímido, para logo se esconder. Estavam a decorrer vários workshops em diferentes tendas, desde ioga, trabalhar com bambu, etc.
Por último chego ao Woodland Walk, um caminho de madeira que nos vai dando a experiência de ver vários sinais, sons e cheiros num ambiente sem danos para os frágeis habitats que vamos percorrendo.

Hora de regressar a casa, fazer uma sesta e preparar-me para a looongggaaaa semana de trabalho. Longa porque as cachopas vão ter 2 semanas de férias. Chama-se o Half-Term, termo usado para uma paragem escolar. As escolas públicas têm uma semana, as privadas têm duas semanas. Para meu azar, as minhas andam numa escola privada, vão ficar em casa 2 semana… acabou-se o sossego. 😊  

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Dia sessenta e três – Sozinha nos Kew! Day sixty three – Alone in the Kew!

Finalmente consegui ir ao Kew Gardens s-o-z-i-n-h-a.
Depois do dia/noite cansativos de ontem, para hoje domingo, resolvi fazer uma coisinha soft. Troquei a selva urbana pelos Jardins de Kew e passei uma manhã rodeada de muito verde, a minha cor favorita e muita tranquilidade.
Já vos disse que este jardim é enorme. Tem 4 portas de entrada. Nas duas vezes anteriores, com as meninas entramos pela Vitoria Gate, desta vez para não ter que repetir os mesmos locais para chegar aos novos, resolvi entrar pela Lion Gate.
Às 10:00 estava a entrar nos jardins e já com fila. Neste lado do jardim há menos atracões e mais espaços para andar. Assim que se entra temos a Pagoda Tower, que está em restauração, abre na primavera de 2018. Seguindo caminho vou ter à Japonese Gateway uma espécie de réplica de um templo, onde deu para fazer experiências com a máquina fotográfica.






Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono faz cada árvore ter a sua própria cor e cada folha deslaçar-se da sua árvore para voar livremente até que alguém a apanhe ainda no ar. Deve ser uma espécie de ritual ou deve dar sorte, não sei o significado do “jogo” mas muita gente, principalmente com crianças, quando vinha uma brisa e trazia as folhas no ar, tentavam agarrar uma folha sem a mesma ter tocado no chão, quando alguém conseguia esse feito, havia grandes festejos.
Se calhar alguém por aí até me sabe explicar o porquê.  
Deixo alguma cor e espero que apanhem muitas folhas no ar (acho que deve ser coisa boa).


Depois de muitas fotos e uma longa caminhada chego à famosa TreeTop Walkaway que não passa de um caminho feito em Madeira, 18 metros acima do solo. É um percurso circular que vai passando pelo topo das árvores, de forma a podermos apreciar as árvores lá em cima e vermos como são diferentes. Também dá para apreciar a vista, apesar de, naquela manhã estar um pouco tapado.
É uma atracção acessível a cadeira de rodas, através de um elevador panorâmico. Para cima fui de escadas, para baixo vim no elevador.
O percurso faz-me bem e rápido. Se não fosse parar para as fotos, em 10 minutos a volta estava dada. É uma atracção muito bem pensada. Gostei muito!

Depois da descida panorâmica continuo a caminhada com o objetivo de chegar ao lago. Até lá vou passando por árvores, já poucas flores e arbustos. Cruzo-me com uma árvore com o nome científico de Ilex paraguariensis, mas normalmente conhecida por Erva-Mate. Esta explicação estava na legenda da árvore, não fui eu que de repente me tornei numa bióloga extraordinária. Mas, isto tudo para vos dizer que a árvore fez-me lembrar o Natal. Mas não é só a árvore que faz lembrar o Natal, já há muitas montras na cidade com decoração de Halloween e Natal ao mesmo tempo.  

Mais uns passos e chego a um templo…

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Dia sessenta e dois – A noite de Richmond! Day sixty two – Richmond by Night!


Depois da tranquila viagem de regresso com a barriga cheia de Reis e Rainhas, preparo-me para a noite.
Pela primeira vez vou sair à noite em Richmond. Mais uma vantagem do couchsurfing, que não serve só para pedir alojamento, serve também para agendar outras situações sociais. Um engenheiro de Setúbal que vive aqui ao lado de Richmond acedeu em mostrar-me a noite de Richmond que segundo ouvia dizer, era razoavelmente boa.
Mas a “noite” aqui começa às 18:00. Não, não me enganei 18:00 para nós 6pm para eles!
Esqueçam o estar em casa cheias de sono a fazer tempo para sair só à 00:00 ou à 01:00, por aqui a essa hora está tudo em casa, pois os bares/pubs fecham entre as 23:00 e a 01:00.
Eu já tinha essa noção. Mas quando ele me diz para nos encontrarmos  no Revolution Bar às 18:30, eu pensei: “Bem, eu já estou habituada a jantar cedo, tipo 19:00, mas hoje vou ter que jantar antes de sair!!” Ok, preparação e ala! Ainda não tinha estado no rio à noite e estava uma noite fabulosa, mas apesar da boa temperatura, vesti gola alta, porque aqui nunca se sabe quando chega a trovoada ou o frio de rachar.
Senti-me uma parola, assim que botei o pé dentro do bar. Começo a bufar com calor, ele tira o casaco e está em manga curta, toda a gente está de alças, vestidos de verão, calções, mangas cava e eu de gola alta!!! Foi a primeira noite, tenho desculpa, mas ainda demos umas valentes gargalhadas graças a isso.
Começamos então no Revolution Bar, de frente para o Rio às 18:30, posso dizer que às 19:00 estava a abarrotar com pessoas adultas. Não vi adolescentes na noite. 
O espaço é fabuloso, não saquei do telefone para fotografar, senão aí confirmavam mesmo a minha parolice, timidamente e sem ninguém ver, tirei fotos da mesa com os copos e fui buscar à net uma foto do bar para também conhecerem:
https://www.tripadvisor.co.uk/LocationPhotoDirectLink-g191301-
d4453079--Revolution-Richmond_upon_Thames_Greater_London_.html
Avisa-se já que toda a gente bebe uma “Pint” e se beberem menos que isso são maricas! 
Depois de um pint entornado continuamos o roteiro para o N.1 Duke St. 5 minutos de distância a caminhar. Neste bar/pub/restaurante a decoração é mais light mas o ambiente é idêntico: adulto. 
Como já imaginam eu transpirava por todos os lados e as loiraças com a carcaça toda despida, finas que nem uma alface. Mais uma vez, as fotos que tirei foi às escondidas, mas pesquisei uma para verem o espaço: 

https://www.meetup.com/pt-BR/Richmond-Ealing-Socials/events/243359305/?eventId=243359305
Ainda pensamos continuar o roteiro, mas ali estava-se muito bem, baixaram as luzes, começou um Dj muito soft e o ambiente estava mesmo bom, a conversa também, porquê mudar? 
Ali ficamos mais um tempo, mas a noite estava despachada às 22:30/23:00.
Eu depois de beber duas “pints” já estava meio azamboada 😂
Deu para ver que ainda há muito para conhecer na noite de Richmond, mas ficará para outras noites.
Amanhã tenho muito para andar!