sábado, 28 de outubro de 2017

Dia setenta e um até setenta e cinco - Ainda Férias e 1001 Atividades! Day seventy one until seventy five - Holidays and 1001 Activities!

Esta semana houve aulas de scratch, ioga para crianças, visita de colegas, atividades de pintura numa galeria de arte, dentista e piolhos!!! Sim porque os piolhos são internacionais.
Falando no Ioga para crianças. Podem usar um site muito criativo e educativo que ensina às crianças as principais posições do ioga, através de histórias. Para quem tem curiosidade pode ir até www.cosmickids.com.
Também houve o dia das artes e a mais velha teve um workshop de pintura na ORLEANS HOUSE GALLERY. Um espaço muito bonito, com vista para o rio. O caminho desde a saída do autocarro até à galeria é por uma estrada bem pequenina, cheia de chalés com pormenores maravilhosos.

Chegadas à galeria, deixo uma e levo a outra. Enquanto a mais velha pintava, eu e a mais nova passeávamos pelos jardins da galeria e pelo espaço junto ao rio, onde usufruímos do enorme parque infantil. O dia estava muito bom, temperatura de 17 graus, sol sem vento. 
Ali passamos uma bela manhã.
http://blog.tonyhartphoto.co.uk/
orleans-house-gallery-wedding-clare-jon/


Em relação a comidas, esta semana vi nas compras chegadas a casa um belo pão caseiro. Como normalmente não comem pão, pensei: “O que irão fazer com isto?”. Dúvida esclarecida quando a mãe me diz os ingredientes que precisava para o pão. Queria curgete salteada, agrião, espinafres, molho pesto e queijo. Ora bem, esta é a versão vegetariana para o nosso pão recheado com maionese, queijo, bacon, azeitonas, cogumelos etc. AQUELE famoso pão, que toda a gente adora e que é presença assídua em qualquer festa que se preze.
Mas… quando acabamos de rechear o pão com todos os ingredientes, faço a pergunta:
- “A que horas coloco no forno?”.
Resposta incrédula:
- “Forno? Não usamos o forno, comemos o pão assim!!!”
- “Assim?? Frio? E o queijo? Assim não derrete!”
- “É mesmo assim, não é para derreter!!”
- "Really?"
Ainda zonza com as respostas e ver desperdiçado aquele queijo maravilhoso, ter que ser comido “cru”, tento mais uma vez.
- “Em Portugal temos a mesma receita, mas com diferentes ingredientes. Colocamos sempre no forno de forma a que o queijo derreta e o pão fique estaladiço!! Acho que fica bem melhor!”
- “Ok, podemos experimentar!”
Ufa que alívio! Já estava a imaginar-me a cortar a minha parte e a meter no forno.
Certo é que adoraram o pão quente e as miúdas deliciaram-se com o queijo derretido. Vejam o resultado, ficou maravilhoso.
Uma versão diferente que posso experimentar no Natal. Quem quer? 😋

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dia setenta – Canary Wharf! Day seventy - Canary Wharf!

Depois do museu sigo para Canary Wharf, zona outrora desprezada, hoje um dos principais núcleos de negócios da cidade, tal como a City of London. Neste local encontram-se alguns dos maiores edifícios comerciais de Londres. É um espaço de negócios que se tornou num local turístico pela beleza da sua estação e pelo centro comercial que alberga. Por aqui trabalham mais de 100.000 pessoas.

Pelo meio da caminhada encontro a esplanada fantástica na primeira foto em baixo. Que grande criatividade. Só mesmo num país de frio para pensarem nestas habilidades. Atravesso a ponte e vejo o comboio a passar lá atrás. Esta linha não é Underground, é DLR (Docklands Light Railway) significa que é Overground. E a viagem de DLR, nesta parte da cidade é muito diferente do que estamos habituados... o comboio passa mesmo no meio dos arranha-céus. O Oyster Card pode ser usado também neste transporte. É uma visão diferente e toda a arquitectura das linhas é bem interessante. De caminho chego à estação.
Já a passar da hora do almoço, como uma sandocha e uma fruta, bebo um cafézinho e rumo a casa no DLR. Chego a Richmond relativamente cedo para o normal de um domingo, mas a semana foi cansativa e esta que se avizinha também será porque ainda não há escola 😳. Por isso, organizo fotos e textos e descanso cedo, para repor energias 😊.  

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Dia setenta - Museu de Londres Docas! Day seventy - Museum of London Dockland!

O domingo começou cedo. Iniciei o percurso em LimeHouse e fiz todo o caminho ao lado do Rio até Canary Wharf. O dia estava cinzento mas de vez em quando havia "umas abertas" e estava agradável para caminhar. Não estava frio para usar gorro 😁 mas quem me conhece sabe que adoro usar este acessório e como estava um bocadinho mais frio que o normal, foi "desculpa" perfeita para enfiar o barrete.

Antes de chegar a Canary Wharf tinha localizado no mapa um Museu Free de seu nome London Museum Docklands. Vi as críticas e havia de tudo, boas e más. Resolvi arriscar e como estava mesmo de passagem, entrei. Mas pelo caminho até ao museu encontrei coisas interessantes, desde bancos que mudavam de cor, metades de cabeças e uma doca com uma vista fabulosa para os arranha-céus em Canary Wharf.

Entro no museu e sou recebida de uma forma tão delicada pelo senhor da entrada que até me apetecia ficar ali a conversar em vez de ir ver o museu. Explicou-me tudo o que devia saber antes da visita de uma forma muito atenciosa e profissional. A visita começa no terceiro andar. Não tinha muito a noção do que ia ver, comprei o mapa de £1 e comecei a explorar. A história do museu e do que ele contém é muito mais rica que as críticas na internet. Fiquei muito surpreendida e adorei logo a primeira sala. Este museu não está nos roteiros ditos “normais” de quem vai visitar Londres, claro que há toda a panóplia de atrações que são obrigatórias, mas quem vem com mais tempo, não seria mal pensado passar por este lado da cidade, mais longe do centro e dispender uma manhã (é suficiente) para este museu e toda a área envolvente.  
O museu trata da história de Inglaterra e na primeira sala somos invadidos pela vida nos velhos navios.


O Museu fica situado no que sobrou dos antigos armazéns das Docas, usadas para receber as mercadorias que vinham de todas as partes do mundo para o então poderoso reino inglês e para a maior cidade do mundo na época - Londres. Fala-se na cana-de-açucar, algodão, café, vegetais, frutas, especiarias. Paralelamente a inevitável exploração da mão-de-obra escrava dos povos africanos e das suas revoluções.

Apesar da triste história da escravidão que todos conhecemos, mais ou menos bem, o museu acaba por ser bonito a contar essa história.
Há também uma seção dedicada à Segunda Guerra, quando as docas foram bombardeadas pelos alemães. E também há uma zona que simula as velhas cidades de marinheiros, escuras e sombrias com tavernas e espaços de passagem que por vezes assustam. Há um burburinho constante nas pequenas ruas que vamos passando, como se a rua estivesse cheia, o que não deixa de ser um pormenor muito interessante.


Terminada a visita e chegada ao rés-do-chão, ainda procura pelo simpático senhor que me recebeu, mas já tinha sido substituído por outro 😩.
Volto a colocar o casaco e o gorro e saio para a rua, desta vez mais fria.