sábado, 10 de março de 2018

Dia cento e noventa e sete – Memorial de Guerra e Regresso! Day one hundred ninety seven – War Memorial and Return!


O final do cruzeiro marca a viagem de regresso à cidade de Edimburgo, aguardava-nos cerca de 300Km. Não os fizemos de seguida, fomos parando e ouvindo as histórias do Brian, que desta vez nos falou sobre o Clã MacGonagall e a Lenda das 7 cabeças (uma estátua pela qual nos cruzamos). A primeira paragem de regresso foi no Memorial de Guerra que honra todos os que lutaram pelo país na guerra de 1939-1345. Como todos os memoriais, um lugar que nos faz recordar e valorizar os que lá ficaram. Familiares, amigos, conhecidos, tentam recordá-los através de objetos muito pessoais, como fotos, boinas, colares de guerra, etc. Um lugar simbólico situado num pequeno monte com uma paisagem fabulosa.
Seguindo viagem, por outra estrada que não a da ida, passamos por lugares diferentes mas igualmente fabulosos, com lagos de perder de vista, cascatas congeladas e longos pastos com animais. 
Começava a anoitecer e o Brian não se calava 😕 nós só queríamos descansar a cabeça!! Até que passamos por várias quintas que tinham uma caixa na entrada e, por sorte, vimos uma senhora a colocar lá coisas! Pergunta o Brian no alto do seu orgulho escocês: “Sabem o que são estas caixas?”. Resposta geral: NÃO. Começa ele com muita honra: “São as Honesty Box. Os fazendeiros colocam lá dentro ovos, tartes, pão, fruta ou outro produto que entendam e qualquer pessoa pode parar, abrir a caixa, tirar o que quiser e deixar o dinheiro que entender!” Fiquei deveras impressionada com as Honesty Box e a pensar se iria funcionar em Portugal. Depois dele chamar a atenção para as caixas, começamos a reparar que havia muitas naquela estrada.
Depois disto já só queria chegar a casa. Já era noite. O cansaço ganhava terreno. Os olhos começavam a fechar, MAS… o Brian não se calava!
O Homem falou 11 horas seguidas... Impressionante! 😲
Ainda pensei que no regresso ele nos dava descanso aos ouvidos! Não deu!
A chegada tardia a Ebimburgo fez-me ver a cidade de noite e ao atravessar uma praça deparo-me com uma instalação intitulada “Oceano of Light”, deixo-vos um vídeo para perceberem.

Termina assim o segundo dia em Edimburgo. 
Terceiro dia será de muita caminhada na cidade! 😊 

sexta-feira, 9 de março de 2018

Dia cento e noventa e sete – Lago Ness! Day one hundred ninety seven – Loch Ness!


A próxima paragem foi o destino que levou toda a gente e comprar o Tour: o famoso Lago Ness, ou mais conhecido por Loch Ness onde existe a lenda que leva todos os anos milhares de pessoas a este lugar à procura do Monstro Nessie! 😊
Para lá chegar enfrentamos mais alguns (muitos) quilómetros (daí o tour demorar 12 horas). Nesses quilómetros percorridos fomos mais uma vez “presenteados” com os energéticos monólogos do Brian. Desta vez calhou ao Rob Roy do clã MacGregor, de tão intensa e longa a sua rebeldia, acabei por desligar da história e apenas olhar pela janela. Só quando ele falou em “Skyfall” fiquei ON novamente. Estávamos a passar pela estrada onde tinha sido feita uma das principais cenas do filme “Skyfall”. Não vi o filme! 
Finalmente chegamos ao Loch Ness um gigante lago de água doce que se estende por aproximadamente 37 quilómetros.
Tínhamos cruzeiro às 14h e chegamos às 13.55. Estão a imaginar 15 pessoas a sair do mini-bus a correr e a fazer uma prova de 100m no seu melhor tempo, só para não perder o barco? Caso contrário, teríamos que esperar uma hora pelo próximo. Com muita sorte e alguns contactos do Brian, lá conseguimos todos embarcar.

Bem que procuramos o Nessie, mas nada do Monstro 😀. Valeu pela paisagem. Qualquer lago tem a sua magia, ainda mais com o sol que fomos brindados. O tempo estava fabuloso, apesar do frio.
Imaginam 37 quilómetros de lago? É muita coisa. O nosso ponto de acesso foi Fort Augustus, uma pequena vila que, desculpem a comparação, explora o Nessie como Fátima explora a Nossa Senhora. Cafés, supermercados, bares, etc, tudo alusivo ao monstro.
O cruzeiro dura uma hora. Após o cruzeiro começamos a viagem de regresso, ainda com algumas paragens muito importantes e falta falar do Clã McGonagal! 😉

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia cento e noventa e sete – Três Irmãs e Glencoe! Day one hundred ninety seven – Three Sisters and Glencoe!


Depois da destilaria aguardava-nos muitos quilómetros ao longo das belas paisagens das Highlands (Terras Altas) da Escócia e pude confirmar que é tudo aquilo que eu pensava 😍. A próxima paragem seria nas “Three Sisters”, um tipo de formação montanhosa que parecem 3 montanhas semelhantes, mas até lá chegarmos encontramos os famosos bois escoceses onde paramos para a “foto do turista” e passamos realmente, por cenários de filme. Conforme íamos subindo, a paisagem ia ficando mais bonita com as montanhas a vestirem-se de branco. 
Até aqui o Brian ainda não se tinha calado 1 minuto. OH MY GOD!!! 😱 Por vezes queríamos apenas usufruir da paisagem e ele não se calava. Muito conhecedor da história de todos os Clãs da Escócia, começou por nos contar a História de William Wallace. Alguém se lembra do fabuloso filme Braveheart? Passamos inclusive, pelo campo onde foi filmada a batalha final do filme. Apesar de, para angústia do Brian, o filme ter sido filmado, maioritariamente na Irlanda e não na Escócia.
Só quando passávamos pelo campo de batalha e depois da explicação intensiva ele de calou, colocou música escocesa e deixou-nos usufruir do momento… durou pouco tempo... mas soube tão bem! 😊
Junto das Three Sisters encontravam-se outros grupos de turistas que, tal como nós, tentavam flashar do melhor ângulo, mas naquele lugar não era preciso muito... bastava disparar em qualquer direção!

Um pouco mais à frente chegamos ao centro de visitas em Glencoe onde havia uma exposição a explicar as Three Sisters e onde se podia apreciar as montanhas de uma outra perspectiva.
O ponto alto do tour e aquele pelo qual investi nesta viagem... está quase a chegar!!! 😉

quarta-feira, 7 de março de 2018

Dia cento e noventa e sete – Destilaria Deanston! Day one hundred ninety seven – Deanston Distillery!

Este tour teve a duração de 12horas. O nosso guia iniciou a viagem com a promessa de nos ensinar algumas palavras em Escocês. Só me lembro que “SIM” é “AI”. Foi difícil começar a compreender o que ele dizia, primeiro porque falava muito depressa e depois porque o sotaque é bem fechado, para além de, pronunciar a palavra Edimburgo algo parecido com “Edinbrá”. Tive que pedir para falar mais devagar caso contrário não iria perceber mesmo nada, assim como os franceses, italianos e brasileiros que se encontravam no mini-bus. Ainda estávamos todos meio a dormir já o Brian (o guia) nos contava histórias mirabolantes de “Edimbrá”.
Até à destilaria demoramos cerca de uma hora. À chegada, podíamos apenas ficar na loja e no café ou podíamos ter uma visita guiada ao processo do whisky por 8£. Apesar de não gostar da bebida estava curiosa por ver a fábrica por dentro, optei pela visita.
A fábrica era grande e fria. Na rua estavam muitos barris já com um preparado. Numa outra secção encontravam-se as várias castas, a mais velha da secção que visitamos era de 1974, para os apreciadores… deve ser uma bomba! Mais uma vez a minha capacidade auditiva traiu-me e algumas das explicações não percebi. Passamos por tanques onde fermentava o tão apreciado liquido, era um cheiro insuportável e a guia ainda nos incentivou a chegar mais perto para apreciarmos melhor. Outros tanques, outras explicações e terminou a visita. Achei cara para o tempo que demorou, acho que nem 30 minutos. MAS quando íamos para pagar a máquina do multibanco avariou, ainda aguardamos uns minutos até que se deram por vencidos e “ofereceram” a visita a toda a gente e ainda nos deram uma prova, claro que recusei a minha mas alguém a bebeu!
Já na loja encontramos garrafas para todos os gostos, uma coleção admirável para conhecedores e foi lá que, em resposta à minha pergunta, me indicaram a garrafa mais cara da loja: 5.000,00£ com 46 anos (última foto).
Tive para comprar mas o multibanco estava avariado...😁