segunda-feira, 19 de março de 2018

Dia duzentos e um e duzentos e dois - Balerno! Day two hundred one and two hundred two - Balerno!

A casa dos meus amigos fica em Balerno, uma pequena vila a pouco mais de 30 minutos da capital. Também eles não podiam ir trabalhar, a criança não podia ir à escola, as estradas estava intransitáveis... assim, usufruímos da companhia uns dos outros a ver a tempestade lá fora. O meu entretém foi o filhote deles de 2 anos que ajudou e muito a passar o tempo. Foi só brincadeira. 😀Quando vimos que o tempo tinha acalmado um bocadinho, saímos para dar um passeio junto ao rio e ver a neve. O pequenino nunca tinha visto assim tanta neve e os pais também não, foi mesmo um fenómeno fora do normal. Assim que abrimos a porta e metemos o pé na rua, ficamos enterrados até ao joelho. Tiveram que me emprestar uns botins, pois as minhas botas de caminhada não eram suficientes para aguentar aquela neve toda. Todos equipados, lá fomos nós.
Encontramos cenários fabulosos. Branco era a cor comum. O rio tinha partes congeladas. As árvores estavam carregadinhas de neve. A caminhar, parecia que flutuávamos. Pouca gente na rua. A neve era fofinha, fofinha, fofinha! Há males que vêm por bem. Apesar de ter os planos cancelados para Dublin, acabo por usufruir deste espetáculo de neve, que, quem me conhece, sabe que adoro!! Já que não há Andorra este ano, houve Balerno! 😉 

Não conseguimos ficar muito tempo lá fora. Estávamos a começar a congelar. O passeio foi curto mas fabuloso. Ainda tentamos comprar provisões para o resto dos dias, porque não sabíamos quanto tempo íamos estar isolados. No supermercado tinham desaparecido os produtos básicos. Prateleira vazias. Leite, ovos, iogurtes, pão… simplesmente desapareceram. Nunca me tinha sentido assim… isolamento total. Claro que tínhamos comida em casa para alguns dias, mas fez-me confusão ver as prateleiras das comidas, completamente vazias e sem data de reposição. Muita calma.
Deixo-vos dois vídeos. O primeiro podem ver a intensidade da neve. O segundo, uma parte do percurso que fizemos.

sábado, 17 de março de 2018

Dia duzentos - Retida no Aeroporto! Day two hundred - Held at the Airport!


Eu já falei neste dia 200, quando realmente estava no dia 200 (01.03.2018). Quando escrevi aquele texto, ainda estava no quarto do hotel à espera do táxi para o aeroporto, não fazendo idéia do que ia acontecer. Agora vão saber o que aconteceu depois do táxi chegar. Na manhã do dia 200, um táxi aguardávo-nos à saída do hotel. Levou-nos ao aeroporto e a pior coisa que pudemos ver foi, o placar das Partidas todo vermelho 😭 ou seja, TODOS os voos de hoje estavam novamente cancelados.
Desta vez a fila era ainda maior.
Lá andava novamente, outra senhora, na fila a informar que as pessoas da Ryanair deveriam sair da fila e encontrar a sua própria solução. Mantivemo-nos juntos alegando o mesmo do dia anterior e a senhora acabou por desistir. Passado uns minutos vem um senhor, bruto, estúpido, malformado, a ralhar com toda a gente, como se a culpa de tudo aquilo fosse nossa. Só dizia que tínhamos que sair da fila!  Não nos deixando avançar, alegando que a culpa não era da companhia, era das condições adversas da meteorologia e quanto a isso a Ryanair nada podia fazer. Teríamos que encontrar soluções individuais, uma vez que os hotéis estavam todos sobrelotados e teríamos que fazer a remarcação do voo online, o que se transformou numa era uma tarefa quase impossível, uma vez que o website estava em baixo, devido a tantos acessos em simultâneo 😠.
Sem meios de avançar na fila devido ao seu barramento, optamos todos por sair.
Não houve qualquer acompanhamento da parte da Ryanair, ninguém para dar assistência. Idosos, muitas crianças, adolescentes em viagem com professores, muita gente a precisar de apoio e nada. 😈
Teria que começar mesmo a pensar em soluções.
Primeiro tratei do voo. 
Tentativa após tentativa e nada. Só após algumas HORAS consegui aceder ao chat online. Fiquei perplexa quando o operador me informa que só há vagas para Dublin no domingo dia 04.03.18 (isto aconteceu no dia 01)!!! 😲 3 DIAS DEPOIS! 
Surgia assim outro problema... tinha voo de Dublin para Londres dia 03.03.18 - Sábado, ou seja, no dia anterior. Logo, também tive que mudar o voo de regresso a casa porque não me deixaram voar diretamente de Edimburgo para Londres. Que grande confusão. 😞😞 
Depois do voo tratado, ligo para o meu amigo e peço guarida por mais 3 noites - Check!
Depois do alojamento tratado, dou conta que não há transportes públicos para onde quero ir: arredores de Edimburgo. Estava tudo parado, apenas alguns autocarros para o centro.  
Peço um Ubber e pago uma exorbitância devido ao excesso de procura.
Antes da viagem pergunto ao senhor se é seguro conduzir naquelas condições (já tinha sido emitido o alerta vermelho), diz-me que sim!! 
A meio caminho começamos a “dançar no meio da estrada”. Tivemos que ser empurrados por um grupo de pessoas que também estava na mesma situação. Ajuda mutúa e seguimos caminho bem devagar... até casa confesso que senti perigo, sempre à espera que algum carro viesse contra nós ou o contrário. 😱
Finalmente em casa. Em segurança. E uma sopa portuguesa, quentinha à minha espera.
Pronta para aguardar 3 dias até ao regresso.
Este dia 200 vai ser uma bela história no futuro!😀

sexta-feira, 16 de março de 2018

Dia cento e noventa e nove – Calton Hill! Day one hundred ninety nine – Calton Hill!

Último dia em Edimburgo (pensava eu 😊). O dia amanheceu fechado. Nevava moderadamente. A noite foi de muitos ventos. Saí de casa com o meu amigo e fomos juntos até à cidade de forma a bebermos um cafezinho e nos despedirmos. Ele ia trabalhar e eu tinha a manhã para terminar as visitas e ir para o aeroporto de tarde, de forma a apanhar o voo para Dublin e continuar as férias, em outro país.

Enquanto tomávamos o café de frente para o castelo, o tempo até parecia que estava a melhorar. O Sol abriu e até se sentiu calorzinho. Despedidas e tal e toca a andar para a Calton Hill. Uma colina com alguma História que tem uma excelente vista sobre a cidade. O objetivo era ir de lá para o Parlamento Escocês, conhecido pela sua excentricidade.
Foi aqui que as coisas começaram a mudar.
Enquanto andava na colina recebo uma mensagem da Ryanair a informar que o voo para Dublin tinha sido cancelado.
Perplexidade. Indecisão. Desorientação.
Fiquei à toa sem saber muito bem o que fazer. Após uns minutos de reflexão decido ir imediatamente para o aeroporto de forma a resolver o problema pessoalmente.
Chego ao aeroporto e, tal como se previa, a fila era enorme. Aguardo pacientemente a minha vez. Entretanto vem uma senhora ao longo da fila avisando que todos os passageiros da Ryanair terão que encontrar alojamento, transporte e alimentação para a noite, enviar os recibos à Ryanair e aguardar pelo pagamento. Um casal à minha frente diz que não sai da fila, pois nós temos direito a que sejam eles a proporcionar esses serviços mínimos e mostra um anexo que recebeu no e-mail e realmente lá estavam todos os nossos direitos e deveres. Confirmo se no meu e-mail da reserva também tenho o anexo, tenho! Mantenho-me na fila e aguardo para falar ao balcão.
Depois de ser atendida, fico em lista de espera para o voo no dia seguinte, sem garantia de que haja voos. Dão-me um voucher para um hotel e dizem-me que tenho um táxi à minha espera para me levar ao hotel. Táxi que partilhei com uma outra au pair de 18 anos que trabalha em Dublin.
Posso dizer que fui muito bem atendida. O quarto era fabuloso. Tive direito ao jantar (à escolha) e ao pequeno almoço de Rainha.
Fiz amigos que também se encontravam na mesma situação. 
Mas... da janela do quarto conseguia ver a tempestade cada vez pior. Relâmpagos! Muito Vento! Muita Neve!
Não tinha bom pressentimento para o dia seguinte...

quinta-feira, 15 de março de 2018

Dia cento e noventa e oito – Museu Nacional da Escócia! Day one hundred ninety eight – National Museum of Scotland!

Depois do tour, nevava muito e estava quase a entrar em hipotermia. A temperatura tinha descido bastante. Só apetecia ir para o quentinho. Como estava perto e também era um dos pontos a visitar, resolvi ocupar o resto da tarde no Museu Nacional da Escócia. Tinha apenas 30 minutos porque o Museu iria fechar entretanto, não vi nem metade, mas já deu para ter uma ideia.
Quando saí do Museu a neve já acumulava no chão e continuava a cair com muita intensidade. Tentei apanhar o autocarro o mais rápido possível para me pôr em segurança em casa. Pelo caminho fui registando os avanços da neve. Mal sabia que iria nevar ainda muiiitoooo mais ao ponto de ser anunciado: ALERTA VERMELHO! 😱

quarta-feira, 14 de março de 2018

Dia cento e noventa e oito – Tour do Harry Potter! Day one hundred ninety eight – Harry Potter Tour!


Na noite anterior, quando preparava o dia de hoje, tinha visto que havia um tour grátis sobre os locais onde a escritora J. K. Rowling se tinha inspirado para escrever alguns livros do Harry Potter. Depois do almoço dirigi-me ao local de encontro que era do outro lado da cidade perto da estátua de Greyfriars Bobby. Sabem a História deste cão? Foi um Skye Terrier que ficou conhecido em Edimburgo no século XIX, por ter passado 14 anos a guardar o túmulo do seu dono. Dia após dia o cão manteve-se junto ao túmulo, até ao dia da sua própria morte em 14 de janeiro de 1872.
Uma história de amor e dedicação que levou à realização de alguns filmes e até esta estátua onde começou o tour, perto do cemitério.


O nosso guia era uma personagem!! Chegou perto de nós com uma capa de feiticeiro e com uma voz fabulosa que projetava toda a sua admiração pela escritora e por toda a saga Harry Potter.
Levou-nos para dentro do cemitério, onde tudo começou. Antes de entrarmos, oferece-nos, segundo ele, “varinhas mágicas”!! Éramos cerca de 30 pessoas, algumas delas bem fanáticas. Ao longo do percurso, tínhamos que dizer alguns feitiços e abanar a varinha para as coisas irem acontecendo, como por exemplo, mudar a luz do peão de vermelho para verde!! 😅 Parecíamos maluquinhos!
Adiante, foi neste cemitério que J.K. se inspirou para o nome de algumas das personagens mais importantes do filme. O cemitério era sombrio e para dar mais realidade à coisa, começa a nevar muito. Todo o cenário estava montado e o nosso guia mostrava-se extremamente feliz.

O nome da personagem Minerva McGonagall, professora de transfiguração e chefe da equipa dos Gryffindor, veio de uma parede deste cemitério (segunda foto abaixo), assim como a ideia para a escola de Hogwarts (terceira foto).

O nome de Voldemort também surgiu daqui. A neve começava a acumular.
 
Passamos pelo café onde nasceu o Harry Potter e onde ela se inspirou para criar a Diagonal Alley, local de compras para feiticeiros antes de irem para a escola de magia.

E foi na Diagonal Alley que terminou o tour Harry Potter. No final cada pessoa deu o que entendeu ao fabuloso guia. 
Aconselho a quem gosta da saga. É uma hora e meia de muita informação e pormenores bastante interessantes. 😊