quarta-feira, 11 de abril de 2018

Dia duzentos trinta um e duzentos trinta dois – Titanic e Liverpool! Day two hundred thirty one and two hundred thirty two – Titanic e Liverpool!


Não conhecia tamanha ligação do Titanic com esta cidade. Liverpool abrigava o edifício sede da White Star Line, durante 1912, onde o Titanic foi registado. Muitas das tarefas necessárias para a preparação da viagem inaugural foram realizadas em Liverpool, na sede da White Star. Uma dessas tarefas foi a seleção dos oficiais do navio. Junto com muitos oficiais, vários outros membros da tripulação vieram de Liverpool, inclusivé o Capitão. 
Este museu mostra muitos pormenores sobre a trágica história. Mostra uma triste carta de May Louise McMurray para o pai que ela nunca mais viu. Mostra também algumas peças do deslumbrante serviço de jantar dourado. Cartas de passageiros. Muitas fotos, incluindo de sobreviventes da tripulação retornando para Liverpool após a tragédia. Os originais modelos de barco salva-vidas. Telegramas do navio de salvamento Carpathia.
Entre as muitas personalidades apresentadas estão: J Bruce Ismay, presidente da White Star Line, que sobreviveu de maneira polémica ao desastre num dos últimos botes salva-vidas a deixar o navio. O diretor Henry Wilde, nascido em Liverpool. Fred Fleet, abandonado quando criança em Liverpool, foi o vigia que avistou o iceberg, sobreviveu depois de tomar conta de um bote salva-vidas.
O bombeiro Fred Barrett, que estava na caldeira número 6 do navio, e escapou da água que entrava. Passageiro Millie Brown, que descreve a experiência de deixar o navio atingido numa carta escrita a bordo do Carpathia. O Marinheiro Thomas Jones, que assumiu o posto de salva-vidas número 8 e descreveu o resgate de passageiros pelo Carpathia.
(A informação anterior foi retirada de um website sobre o museu: http://www.liverpoolmuseums.org.uk/maritime/visit/floor-plan/titanic/)

Uma reprodução em miniatura do barco, muitas capas de jornais no dia seguinte à tragédia e um filme sobre o assunto. Tantos detalhes interessantes para tempo limitado... tempo de seguir viagem até ao World Museum, ainda dá para uma visita rápida.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Dia duzentos trinta um e duzentos trinta dois – International Slavery Museum! Day two hundred thirty one and two hundred thirty two – International Slavery Museum!


É muito importante que nos identifiquemos com o lugar onde carregamos as energias. Já me deixei de escolher uma cama numa camarata de 12 num hostel só porque é barato. Já não tenho 20 ano e preciso mesmo de dormir 😊. Com a idade estou a ficar mais selectiva... 
Este hostel é outro daqueles com uma decoração que cativa. Tão cativante que após um banho, desci para relaxar na sala comum e até me apeteceu beber um copo de vinho!!!
Claro que dormi que nem um anjo, depois do vinho e do cansaço!
Ao contrário do hostel em Nottingham, este é bem grande, mas mesmo assim o respeito pelo silêncio foi fantástico, mesmo com alguns grupos de jovens. Mais uma vez, as portas dos quartos... super originais.
Depois da noite bem dormida, tinha apenas a manhã para acabar o plano da viagem, antes de regressar a Richmond. O plano consistia numa ida ao Museu Marítimo de Merseyside e passar pela exposição temporária sobre a escravatura: International Slavery Museum. Se tivesse tempo ainda queria ir ao World Museum.
O dia amanheceu bem chuvoso, agradeci a mim mesma o facto de ter deixado para hoje a parte indoor. Comecei pelo International Slavery Museum.
Bem documentado, com testemunhos reais. Muito bom. Triste, mas muito bom.
Sigo para o Museu Marítimo de Merseyside e descubro a ligação do Titanic com Liverpool.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Dia duzentos trinta um e duzentos trinta dois – Albert Dock´s Liverpool! Day two hundred thirty one and two hundred thirty two – Albert Dock´s Liverpool!


O hostel que fiquei (que falarei noutro post) é a dois minutos a pé da Albert Dock, ou seja, basta atravessar a estrada e já lá estamos. Daí também a minha escolha. Esta zona é como se fosse a zona da Expo em Lisboa, com pavilhões de exposições, uma roda gigante, o rio Mersey que entra na cidade, galerias de arte e museus, enfim há de tudo para todos os gostos.
Depois de circular pelo espaço e fazer por ali o meu pic-nic, retomo o plano e passo pela Liverpool Parish Church. Até lá vou circulando nas ruas e observando a atmosfera da cidade.
Ainda deu tempo para uma longa caminhada até à Catedral de Liverpool, que é gigantesca. Decorria a missa e um coro cantava de forma fenomenal. A acústica é fabulosa.  

Depois da manhã nos Beatles Story e de uma tarde assim tão preenchido, apetece voltar para um sítio quentinho, confortável e que dá vontade estar... esse sítio é o hostel! 
Mas que lugar aconchegante!

domingo, 8 de abril de 2018

Dia duzentos trinta um e duzentos trinta dois – Cidade dos Beatles! Day two hundred thirty one and two hundred thirty two – Beatles City!

Liverpool é uma cidade encantadora. As docas são uma excelente opção de passeio e oferecem imensas estruturas para visitas, entre elas a Beatles Story, a minha primeira paragem.
Como toda a gente, é óbvio que conhecia os Beatles. No entanto, as coisas que li neste museu mudou, de alguma forma, a maneira como vejo a ex-banda. Este museu está super organizado, super bem documentado, tem reprodução de cenários fabulosas e o melhor de tudo é que tem acompanhamento áudio, que nos dá o controlo de ouvirmos as diferentes estações, em português! Podemos ouvir e repetir, voltar atrás, ficar o tempo que quisermos, etc. Não tinha programado ficar tanto tempo, mas é impossível virar as costas a tantas histórias. Resumindo: 3 horas.
Está tudo lá. Desde como se conheceram. Os empresários que não quiseram trabalhar com eles, o primeiro encontro entre a banda e o Elvis Presley. Capas de jornais aquando da "explosão" da banda, a fachada da loja de instrumentos musicais onde compraram as primeiras guitarras, a simulação para a entrada e o próprio bar onde começaram a tocar, no The Cavern. A reprodução dos estúdios em Abbey Road.
O empresário trabalhou tão bem que antes da primeira visita aos EUA, já tinham naquele país milhares de fãs. Também lá consta as fotos da chegada da banda a solo americano e as reações deles ao ouvirem, ainda dentro do avião, os gritos das milhares de fãs que os aguardavam lá fora. Bem destacada está a capa do disco Sargeant Pepper's Lonely Hearts Club Band, lançado em 01.06.1967, depois deste disco, o mundo ganhou novas cores e sons. Os uniformes que usaram na foto estão protegidos por uma vitrina.

Quase no final da exposição, cada elemento da banda tem o seu espaço. Informações pessoais sobre cada um e o que lhes aconteceu depois da banda terminar. A parte destinada a John Lennon chega a ser emocionante… como tudo acabou com 4 tiros nas costas, disparados por um fã, no dia 8 de dezembro de 1980.
A musica “Imagine” está super destacada e a reprodução do quarto branco com o piano branco onde ele compôs a música é um lugar fabuloso. Toda a sua existência apelava à paz e no fim, morre assassinado! 
Ainda havia tanto para contar sobre esta fabulosa Banda, mas para saberem mais, vão ter que visitar porque vale muiiito a pena.
Hora de sair do museu e explorar as docas!